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ISSEM Dicas de Saúde O tabagismo é uma opção: escolha apagar este mal da sua vida
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Dicas de Saúde
Qui, 22 de Agosto de 2019 15:36

Comemorado em 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo tem como objetivo alertar sobre os danos causados pelo tabagismo, responsável direto por mais de 90% dos casos de câncer de pulmão e mais de uma dezena de outros tipos de câncer, como esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, boca, laringe, faringe, garganta e mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a principal causa de morte evitável no mundo, com mais de 10 mil óbitos por dia.

O cigarro é composto por cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Apresenta uma fase particulada (composta pela nicotina e pelo alcatrão) e uma fase gasosa (formada por monóxido de carbono, amônia, dentre outros). Como consequência da combustão do tabaco, estas substâncias tóxicas estão presentes na fumaça de cigarro, cachimbo, charuto, narguilé ou fumo-de-corda. Portanto, não existe forma e quantidade segura de consumo de tabaco.

O cigarro eletrônico, utilizado por muitas pessoas como uma estratégia para interromper o hábito de fumar, também pode ser prejudicial para a saúde ao inalar o vapor produzido. A Organização Mundial da Saúde adverte que o uso do cigarro eletrônico não é uma forma segura de tratamento do tabagismo. Muitos jovens não fumantes também utilizam o cigarro eletrônico por acreditarem que não faça mal. Entretanto, além de causar problemas para a saúde, o cigarro eletrônico pode funcionar como porta de entrada para o uso de cigarros ou outras formas de consumo de tabaco.

Prejuízos à saúde

O primeiro local de contato dos componentes do tabaco com o organismo ocorre na boca, causando danos como dentes amarelados e manchados, maior predisposição a cáries e mau hálito, além de câncer na cavidade oral.

Depois de passar pela boca, a fumaça atinge outros órgãos, como a faringe e a laringe, onde pode causar problemas como faringite, laringite e câncer da laringe. Ao ser transportada através da traqueia e dos brônquios, a fumaça chega ao seu destino final, o pulmão. Por ser o depósito final de todos os componentes da fumaça do tabaco, o pulmão é o órgão mais seriamente comprometido pelas doenças relacionadas ao tabagismo. Enfisema pulmonar, bronquite e câncer de pulmão são as principais doenças observadas.

Fumo passivo

Além de causar mal a quem inala diretamente a fumaça do tabaco, os malefícios são estendidos também aos não fumantes. A exposição à fumaça do tabaco presente no ambiente aumenta em cerca de 30% o risco de morrer por câncer de pulmão, infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Todas as doenças causadas pelo consumo de tabaco também podem comprometer os tabagistas passivos, como as crianças.

Dependência

Cerca de 80% a 90% das pessoas começam a fumar antes dos 17 anos e, com o tempo, tornam-se dependentes da nicotina. Uma vez estabelecida a dependência, é difícil abandonar o cigarro, mesmo tendo pleno conhecimento de todos os malefícios que ele pode trazer.

Dentre os componentes do cigarro, a nicotina é uma droga psicoativa e a responsável pela dependência observada entre os fumantes. Ela chega ao sistema nervoso central em apenas 10 segundos e atua no sistema dopaminérgico, o mesmo que é afetado pela cocaína e anfetamina. Também aumenta a liberação de substâncias que vão levar à vasoconstricção, causando aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Bem-estar longe do cigarro

Atitudes saudáveis como boa alimentação, atividade física, sono adequado e lazer contribuem para melhorar a qualidade de vida. Lembre-se sempre de que estilo de vida é uma questão de escolha.

Segundo a American Cancer Society, os benefícios para quem deixa de fumar são muitos:

  • 20 minutos sem fumar: redução da frequência dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. A temperatura dos pés e das mãos se eleva.

  • 12 horas: o monóxido de carbono atinge níveis normais no sangue.

  • 24-48 horas: melhora do olfato e do paladar.

  • 2 semanas a 3 meses: melhora da função pulmonar e da circulação sanguínea.

  • 1 a 9 meses: redução de tosse, congestão nasal, cansaço, falta de ar e risco de surgimento de infecções respiratórias.

  • 1 ano: reduz pela metade o risco de ataque cardíaco.

  • 5 anos: redução do risco de desenvolver câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga. O risco de um derrame cerebral passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.

  • 10 anos: o risco de morrer de câncer de pulmão cai pela metade, comparado a quem continua fumando.

  • 15 anos: o risco de sofrer um infarto passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.

  • 20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.

 

Dr. Jefferson Luiz Gross - CRM 68099

Head do Núcleo de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo

 

Dra. Maria Teresa D. P. da Cruz Lourenço – CRM 48076

Head da Psico-oncologia e coordenadora do Grupo de Apoio ao Tabagista do A.C.Camargo Cancer Center (GAT)

 

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