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Setembro Amarelo: lidando com o luto pelo suicídio

30/09/2020 - Atualizado por: Andressa - Categoria: Ações em Saúde - Tags: setembro amarelo saúde mental prevenção do suicídio

Se você está lendo esse texto, talvez seja porque alguém próximo tirou a própria vida… E nós sentimos muito por isso!



Sabe-se o quanto a dor do suicídio pode ser devastadora, além de deixar para trás muitas dúvidas e um universo de questões sem respostas. O famoso “E se eu tivesse…” vem à tona e um misto de sentimentos pode emergir de maneira perturbadora e confusa.

É importante que você saiba que a pessoa não se matou por sua causa ou por algo que eventualmente tenha feito, falado ou deixado de fazer. O suicídio é multicausal e às vezes decidido de modo impulsivo, em um momento de desespero.
 
Nada é igual, existe uma vida antes e uma vida depois do suicídio.
 
Com o crescimento dos índices de suicídio, aumenta a quantidade de enlutados que necessitam ter seu cuidado expandido, pois a morte autoinfligida gera sofrimento nas pessoas que ficaram e vivenciaram suas repercussões. Mas apesar do tamanho do problema, há pouco apoio para os familiares que convivem com esse vazio.

Segundo a Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio, cada morte por suicídio afeta, em média, outras 135 pessoas, que ficam psicologicamente abaladas e traumatizadas. Essas, vivem um luto diferente. O sofrimento de quem era próximo de alguém que tirou a própria vida tem suas particularidades. “É um luto mais intenso, duradouro, repleto de 'por quês' e com muito estigma", de acordo com a psicóloga Karen Scavacini. As pessoas que vivem esse luto tendem a sentir culpa, vergonha, raiva, impotência. Nessas horas, algumas pequenas ações podem ajudar a passar por esse momento e diminuir a cicatriz emocional:

Entenda seu luto: certos sentimentos surgem com força. Além dos já mencionados, a raiva pode dominar a mente.

Não se culpe: é impossível controlar todas as ações de alguém, e o suicídio quase nunca acontece por uma causa.

Aceite ajuda: pode ser para aliviar a depressão ou mesmo para cumprir tarefas diárias. Só deixe claro o que deseja.

Fuja do isolamento: vá atrás dos amigos que fazem bem a você. Ou converse com quem já passou por esse drama.

Evite mentir: contar a real causa da morte auxilia os outros a entenderem melhor e respeitarem a situação. Mas, se não quiser, você não precisa se alongar sobre o assunto.

Maneire nas decisões: a confusão mental logo após o falecimento de alguém amado não combina com grandes escolhas.

Cuide da saúde: às vezes a fome não vem, mas tente comer alimentos saudáveis para ganhar um pouco de ânimo. E esse é só um exemplo.


Referência: saude.abril.com.br.
 







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